Medos

Quando as crianças têm medo dos próprios pais


Sempre ouvimos que educar é complicado. É uma tarefa difícil, mas que implica uma grande recompensa: um vínculo afetivo no seio da família que servirá ao pequeno como 'veículo' de aprendizagem. Existem diferentes estilos parentais que marcam o relacionamento que os pais têm com seus filhos. E, em certos casos, quando o método parental é muito estrito ou autoritário, as crianças podem até se tornar desenvolver medo de seus próprios pais.

Em última análise, educar implica estabelecer regras sólidas para orientar a criança ao explorar o ambiente ao seu redor. Assim, a partir da segurança que esses limites decretados instilam, os pequenos podem aprender as capacidades e habilidades necessárias para navegar o mundo. A maneira como os pais aplicam esses limites e normas aos filhos depende do estilo parental que eles usam.

Cada família estabelece sua própria identidade a partir de seus costumes, valores e regras de convivência particular. A partir desse ponto, podemos encontrar muitas maneiras de educar nossos filhos. Entre elas:

- O estilo democrático
Onde os pais são exigentes, mas ao mesmo tempo usam a sensibilidade. Assim, as crianças podem explorar o ambiente livremente.

- O estilo negligente
Onde os pais estão mais focados em si mesmos do que em seus filhos. Eles 'não têm tempo' para dar carinho aos filhos e menos para estabelecer limites. Assim, os pequenos não terão guia para explorar o mundo e ficarão inseguros.

- O estilo autoritário
Onde os adultos impõem mais do que regras e limites aos filhos. Eles fazem isso a partir dos gritos, das punições e das ameaças infundadas com medo. Assim, a criança aprende a ser retraída, medrosa, tímida, irritadiça e com pouca interação social. Falta espontaneidade e controle interno, entre outras consequências.

Por muitos anos na Espanha, foi assumido o modelo autoritário como o melhor estilo que as famílias poderiam usar para educar 'bem' os pequenos. Deste ponto de vista, educar implica respeito e, portanto, o estilo autoritário é necessário para que as crianças tenham uma 'boa educação' e 'saibam ser'.

Muitos dos que hoje são avós e pais foram criados desta forma e continuam a defender esta forma de educar os netos e filhos respetivamente. De acordo com seus argumentos, eles foram bem educados assim, e isso os tornou pessoas fortes.

No entanto, esse método é baseado em gritos, ameaças e punições. Isso traz consigo muitas consequências negativas:

1. Crianças criadas no autoritarismo mostrar insegurança e ansiedade quando eles não têm as diretrizes estabelecidas pelos pais. Eles experimentam submissão.

2. As crianças têm medo de repreensão contínua e, portanto, eles vão mentir para evitá-lo.

3. Eles estão angustiados por situações em que têm que tomar suas próprias decisões.

4. Eles não têm seus próprios critérios. Eles são dependentes e não têm autonomia.

5. Eles experimentam sentimentos de culpa por não atender às expectativas impostas pelos pais.

6. Baixa auto-estima. O excesso de punições e gritos faz com que os pequenos acreditem que não estão fazendo nada certo. Isso pode desencadear uma depressão.

7. Este tipo de estilo parental gera medo e estresse na criança. Quanto aos sintomas físicos, isso implica problemas de concentração, alta tensão, dores de estômago, defesas baixas, etc.

Empregar o método autoritário funcionará uma ou duas vezes. Mas, a médio e longo prazo, não é a melhor forma de educar as crianças. Impor, em vez de ouvir, atrai medo e medo, além das já mencionadas consequências negativas no desenvolvimento evolutivo da criança.

Isso não significa que os pais não possam estabelecer normas e limites. Mas eles têm que fazer isso com tolerância. Ou seja, os pais devem definir limites que sejam consistentes, façam sentido e, acima de tudo, de um respeito que deve estar longe do estilo autoritário. Rejeitar atitudes nocivas como: ameaças, punições constantes, humilhações, insultos, etc. Com o qual as crianças têm mais probabilidade de sentir medo do que admiração

Além disso, os pais podem usar uma estratégia muito simples:

- Seja amoroso
A melhor maneira de as crianças aprenderem é por meio do afeto. Sentir-se seguro e protegido é positivo para seu desenvolvimento.

- Seja assertivo
Acabar com as lutas pelo poder ou a invasão do espaço íntimo, algo que se consegue com assertividade na comunicação.

- Ouça
Sua opinião é importante. Ao ouvi-lo, você se sentirá valorizado e terá vontade de continuar explorando o ambiente ao seu redor.

- Use empatia
Colocar-se no lugar da criança torna mais fácil entender o que está errado.

- paciência
É importante parar e pensar antes do que se diz e se faz ... e seja paciente!

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Vídeo: O que fazer quando uma criança tem medo? vídeo para famílias (Outubro 2020).