Cuidados com a pele

Milium ou milaria em bebês, uma das lesões mais comuns na pele do recém-nascido


Ele cara de bebê É talvez uma das partes mais delicadas do corpo, pois está exposta a constantes mudanças e em constante contato com o meio ambiente. Durante os primeiros meses, até adquirir sua aparência "normal", sofre uma série de modificações. Nas primeiras semanas, podem aparecer espinhas ou manchas, principalmente no rosto do bebê, o que causa grande preocupação nos pais, mas felizmente não têm consequências e desaparecem por conta própria em dias ou semanas. Você sabia que uma das lesões mais frequentes é milium ou milaria, protuberâncias duras, brancas ou amareladas que aparecem nas bochechas e no nariz?

Apesar de ser também uma patologia frequente, com incidência de 40%, o milium ou milaria neonatal não é considerado um problema grave de saúde para o recém-nascido. É uma pápula dura ou erupção cutânea com cerca de 1 a 2 centímetros de diâmetro, com aparência opalescente branca, nacarada ou amarelada que aparece na face (testa, bochechas, nariz e queixo). Ao ser espremido (o que não é recomendado em hipótese alguma), sai um material queratinoso, muito semelhante a uma pequena pérola branca ou ligeiramente amarelada, que é formada por restos de células queratinocíticas.

Em alguns casos (os menos frequentes), os cistos de milium também podem surgir ao nível da gengiva e da linha média do palato, sendo nestas áreas denominadas "pérolas de epstein", com uma incidência de 85%, ou seja, são bastante frequentes no recém-nascido. São submetidos à esfoliação espontânea, ou seja, desaparecem por conta própria, sem a necessidade de tratamento médico, em algumas semanas ou alguns meses (milium é raro após 4 meses).

Essa circunstância ocorre quando células epiteliais mortas da epiderme ficam presas na superfície da pele facial ou gengiva do recém-nascido, causando a formação da mancha branca perolada. Outra teoria diz que o milium ou miliária neonatal é produzido pela estimulação das glândulas sebáceas pelos hormônios maternos que ainda circulam no sangue do recém-nascido.

Em qualquer caso, o seu diagnóstico é muito simples de fazer, pois não requer nenhum exame especial. O exame físico do pediatra é suficiente para diagnosticar. É verdade que, às vezes, se confunde com acne neonatal, pequenas espinhas vermelhas, algumas em forma de pústula (com ponto branco) que aparecem no rosto e couro cabeludo a partir da terceira semana de vida do bebê, mas nada têm a ver com isso (a causa de seu aparecimento é desconhecida aqui e se manifesta na terceira semana de vida).

Quando observamos o aparecimento desses cistos, como pais surge a preocupação de que o bebê tenha algum desconforto ou desconforto, mas o milium neonatal é uma patologia benigna, que não causa desconforto, nem ardor e muito menos dor no recém-nascido. Ele também não apresenta febre ou outros sintomas.

O milium neonatal não requer tratamento médico, pois, como mencionei anteriormente, são lesões benignas e superficiais, que desaparecem espontaneamente após algumas semanas. Claro, é aconselhável e muito importante seguir as seguintes recomendações, para evitar complicações infecciosas ou lesões de cicatrizes:

- Consulte seu pediatra, que irá diagnosticar a patologia e recomendar a conduta apropriada a seguir.

- Não belisque, ou tente remover os cistos, que podem levar a processos infecciosos e possíveis cicatrizes no rosto do bebê.

- Lavar as mãos do bebê com água e sabão e também da mãe e do pai quando vão pegar o pequeno. As medidas de higiene devem ser tomadas ao extremo.

- Sem beijos e semconstantemente tocando o rosto do recém-nascido.

- E claro, não se automedique, nem use cremes, pomadas ou outros medicamentos que podem complicar bastante o quadro clínico, levando ao prolongamento da patologia ou gerando outros que complicam a saúde do recém-nascido.

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