Novas tecnologias

Dicas para que as crianças não caiam em jogos virais perigosos


As novas tecnologias tornaram a vida das pessoas mais fácil de várias maneiras, mas também tiveram um impacto na maneira como as pessoas pensam, agem e vivem. Desta forma, o desenvolvimento tecnológico penetrou nas profundezas da nossa sociedade e a todos os níveis, provocando uma mudança nos valores e no comportamento dos indivíduos. Nesta nova circunstância, surge novos desafios para os pais que buscam a segurança de seus filhos. Um deles é jogos virais perigosos que continuamente se tornam moda.

As novas tecnologias causaram mudanças no que diz respeito à comunicação. Por meio de redes sociais como: Facebook, Instagram, Twitter, YouTube ou WhatsApp, entre outras, podemos interagir com pessoas que estão longe de nós. Em outras palavras, graças às novas tecnologias relacionamentos foram universalizados quebrando as 'fronteiras' que os separavam.

A possibilidade de estar conectado 24 horas por dia a partir do smartphone, tablet ou PC facilita a disseminação massiva de ideias e conteúdos, seja através de redes sociais, mensagens instantâneas ou e-mail.

Entre todos os conteúdos que se propagam pela rede podemos encontrar os chamados jogos virais. Estes, geralmente, aparecem de forma anônima e quando compartilhados na Internet sua fama cresce e vira moda. Os jogos geralmente são vídeos que propõem um desafio ou 'desafio'. Costumam ser muito marcantes, principalmente para pré-adolescentes e adolescentes que os veem como algo engraçado, sem saber que às vezes são perigosos para quem os interpreta.

Existem e existem muitos jogos virais. Entre os mais famosos e perigosos encontramos:

- O 'desafio da vodka no olho' (2010). Esse desafio consistia em ingerir álcool pelo olho e, assim, obter um rápido "barato".

- O 'desafio da canela' (2012). A brincadeira consistia em engolir uma colher de canela em pó no menor tempo possível e sem beber água. Como é impossível engolir sem tossir, a maioria acaba expelindo a canela pela boca e pelo nariz. Os adolescentes divertiam-se muito, mas na realidade este jogo era muito perigoso pois causava asfixia, dor de garganta e colapso pulmonar.

- O 'desafio do gelo e do sal' (2013). Esse jogo consistia em colocar sal na pele e pressionar o gelo contra ela, causando uma sensação que atinge temperaturas de até 17 graus abaixo de zero, o que provoca queimaduras consideráveis.

- O 'desafio da fita adesiva' (2016). O jogo tenta envolver uma pessoa com fita adesiva, da cabeça aos pés, e ela tem que se libertar no menor tempo possível.

- A baleia azul (2016). Esse desafio foi baseado em uma lista de 50 desafios que envolveram testes como cortar os pulsos ou pular de um prédio. O fim desse jogo foi a busca pela automutilação e pelo suicídio.

- 'No desafio dos meus sentimentos' (2018). O objetivo deste jogo era realizar uma coreografia com um carro em movimento em vias públicas, o que causou inúmeros acidentes e lesões a quem o pratica.

- Momo (2018-2019). Embora tenha sido descoberto que se tratava de uma notícia falsa, a cara do monstro de Momo veio aterrorizar crianças de todo o mundo.

- 'Desafio Bird Box' (2019). Este desafio consiste em enviar vídeos ou fotografias em que as tarefas e atividades são realizadas com os olhos vendados, tendo como referência o filme 'Birdbox'.

- 'O alfabeto do diabo' (2019). Não é um desafio novo, já há alguns anos virou moda, mas agora está de volta. É um jogo que consiste em ferir o outro que participa enquanto recita o alfabeto. Isso se espalhou entre as escolas de boca em boca, mas também por meio das redes sociais.

- The Skullbreaker (2020). Este desafio é uma variante dos anteriores. É composto por duas crianças que saltam ao mesmo tempo e quando a terceira vai saltar, as anteriores o tropeçam. Esta brincadeira (que também já foi vista com crianças fazendo com que outras pessoas caiam com um lenço) é um perigo real porque pode causar golpes muito fortes na vítima.

A polícia e os especialistas alertam continuamente sobre o perigo desse tipo de jogo que está na moda. Para isso, pedem a colaboração de adultos que estão no ambiente mais próximo dos mais pequenos para poder parar os jogos virais e impedi-los de praticá-los e divulgá-los.

Portanto, a primeira coisa que pais e professores devem fazer é não olhar para o outro lado. Assim, também é aconselhável:

1. Esteja atento
É importante estar atento para detectar comportamentos estranhos que estão fora do dia a dia de crianças ou adolescentes.

2. Que haja diálogo
É importante que os pais se conectem fluentemente com seus filhos adolescentes para supervisionar o que eles fazem na internet, sempre respeitando sua privacidade. É importante criar um clima de confiança.

3. Não banir
Privar o adolescente da Internet não será a solução. A rede tem muitas coisas boas que o farão aprender e ganhar habilidades se você usá-la corretamente. Haverá o esforço dos adultos: ensinar a usá-lo corretamente.

Se julgarmos adequado, podemos também ativar as diferentes funcionalidades dos telemóveis e das redes sociais de controlo parental, explicando às crianças que o fazemos como medida de segurança.

4. Defina limites
Os limites e as normas serão fundamentais para estabelecer uma série de regras para o bom uso da Internet.

5. Uso correto da rede
Escolas, professores e pais devem encorajar os menores a usar as possibilidades da Internet de forma responsável. Para isso, deve ser criada uma rede onde todos se reúnam para proteger e apoiar o adolescente para que se sinta seguro e não precise ser desafiado para encontrar o sentimento de pertencer a algo.

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