Comunicação e socialização

Mudanças na comunicação do adolescente com sua família


A adolescência é uma fase repleta de transformações profundas, não só no corpo e na mente dos nossos filhos, mas também naquela relação que mantemos com eles até agora. Mas porque? O que leva os adolescentes a se retrair e a ter um relacionamento menos fluido com a família? Como muda a comunicação do adolescente com sua família?

Para facilitar ao máximo, é necessário que os pais estejam preparados e informados. A seguir vou falar sobre as principais razões pelas quais o adolescente você precisa se distanciar de sua família e que mudanças na comunicação vamos observar.

A adolescência caracteriza-se por ser uma fase em que nossos filhos passam por diferentes mudanças: físicas, cognitivas, emocionais e relacionais. Se trata de um momento de transição para a vida adulta em que o adolescente se volta para dentro e se distancia daqueles que até hoje foram suas principais e mais importantes figuras de referência, seus pais. Uma fase de certo desequilíbrio em que nossos filhos e filhas tendem a sentir intensas preocupações pessoais, sociais, éticas e morais.

Seus sentimentos, agora mais do que nunca na superfície, eles geram grandes altos e baixos emocionais neles. Tanto eles quanto nós, seus pais, vemos como eles vão do entusiasmo mais vívido à apatia, frustração, raiva ou tristeza em apenas algumas horas.

É também o momento daquele primeiro amor e em que começam a descobrir a sua sexualidade. Os amigos se tornam seus principais modelos, suas fontes de informação e seus confidentes leais, pessoas de sua idade com quem você desenvolverá fortes laços de amizade e com quem desejará passar o máximo de tempo possível.

De modo que o adolescente busca e precisa de solidão para pensar sobretudo aquilo que agora preocupa e sente, ao tentar ordenar um emaranhado de pensamentos, sensações e crenças que o desenvolvimento cognitivo, que se inicia nesta fase vital, lhe permite realizar.

Levando em conta tudo o que foi dito, como pais devemos estar preparados para enfrentar as mudanças de comunicação que vão ocorrer.

Porque é provável que observemos como nosso filho se isola, trancando-se em seu quarto, parecendo nos evitar ou não querer falar conosco. Ele pode se recusar a nos acompanhar em uma visita ou passeio em família que tenhamos agendado. Pode até acontecer tenha vergonha que seus amigos vejam você em algum lugar de nossa empresa.

Diante desses tipos de mudanças na comunicação e no relacionamento é importante que o respeitemos, que lhe deixemos espaço, que não o intimidamos ou sobrecarregamos com perguntas. Caso contrário, ele se sentirá invadido e investigado, fomentando nele uma atitude de retraimento. Assim, obteremos o resultado oposto ao que pretendíamos, ou seja, ao invés de podermos estabelecer um diálogo fluido nos encontraremos com um muro de silêncio ou com respostas cortantes.

É uma fase em que as discussões tendem a ocorrer com mais frequência por a necessidade do adolescente de se afirmar e o medo dos pais de perder o controle e a autoridade sobre os filhos. Uma má combinação que torna a comunicação ainda mais difícil, já complicada pelas particularidades que cercam a adolescência e que discutimos.

Enfim, o adolescente começa a caminhar em direção ao mundo adulto em busca de sua identidade, de seu jeito de ser e de fazer, com seus objetivos e prioridades. Para conseguir ele precisa se distanciar da criança que foi e, portanto, de seus pais.

Na realidade, embora possa nos parecer assim pela maneira como se comportam, não é uma ruptura real ou total conosco. Senão que devemos entender esse distanciamento como uma transformação. Nada mais é do que uma mudança, um reajuste, uma nova forma de relacionamento necessária para que nossos filhos alcancem sua independência para enfrentar a vida adulta com a maturidade e a responsabilidade que ela exige.

A tudo isso, é importante que os pais respondam com um voto de confiança, não importa o quão difícil seja, sem perder de vista que somos nós que ditamos os limites e as regras para garantir a convivência familiar.

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