Escola

Quando uma criança é sempre escolhida por último para formar um grupo ou equipe


É muito comum que na escola a criança se sinta excluída no trabalho em equipe, uma vez que o último é sempre escolhido ou tem que ser o professor que os inclui nessas atividades coletivas, esportivas e sociais. Essa situação, muitas vezes, gera sentimentos de rejeição, tristeza e desmotivação nessas crianças, por acharem que ninguém quer compartilhar com elas.

Isso pode levar a problemas acadêmicos futuros, isolamento social e dificuldades para expressar emoções e socializar. Portanto, embora seja uma situação normal, deve ser atendida assim que ocorrer.

As crianças são levadas por suas emoções e veem o mundo através delas. Ou seja, eles são atraídos principalmente pelo que é 'mais bonito e saboroso', e esses são os critérios que seguem para tomar decisões. Por isso, ao escolherem os companheiros que desejam em seu grupo de trabalho ou time de futebol, se deixam levar por quem mais gostam. Não é uma questão de que sejam maus (ou que queiram irritar crianças que não escolhem), mas que egoísmo e superficialidade predominam sobre eles, principalmente, na capacidade de raciocínio devido à fase da infância em que se encontram.

E o resultado é que frequentemente as mesmas crianças são deixadas de fora dos grupos ou equipes o tempo todo. Às vezes são as crianças fisicamente mais fracas, outras vezes aquelas com uma personalidade diferente, etc.

Sigmun Freud explicou que em crianças pequenas (geralmente até a idade de 7 anos) 'o id' predomina, isto é, seus desejos inconscientes e a necessidade de satisfazê-los, não importa o que mais. Até atingirem o estágio de latência, onde o peso do 'Superego' começa a se instalar neles, através dos valores e responsabilidades ensinados por pais e professores.

Alguns pais de crianças comumente escolhidas por último subestimam a importância de as crianças terem amigos para compartilhar, tanto na escola quanto em seu ambiente social e acreditam que a melhor solução nesses casos é simplesmente deixar a situação como está e se isolar mais para as crianças. Mas isso pode causar as mesmas consequências mencionadas acima, além de fortalecer ainda mais a desconfiança e o egoísmo no futuro das relações interpessoais.

As amizades na infância são extremamente significativas, pois através delas pode desenvolver valores sociais e habilidadescomo empatia, respeito, aceitação, paciência, independência, confiança. Eles também aprendem sobre as coisas que são boas e ruins para si e para os outros, como discriminação, dependência, autoexpressão, aceitação de si mesmos e dos outros.

Alguns desses valores e ensinamentos não são totalmente aprendidos com a família ou com os professores, pois podem ser instilados teoricamente, mas a prática geralmente é sempre com aqueles amigos que se tornam confidentes, cúmplices e familiares.

Se o seu filho costuma ser um dos escolhidos por último e isso lhe causa tristeza, aqui vão algumas dicas para ajudá-lo.

1. Ajude você a entender a situação
Explique sempre às crianças porque não são escolhidas primeiro nos grupos, mas, mais importante, porque isso não deve desencorajá-las de futuras atividades em grupo. Não tenha pressa, sente-se com o seu pequeno, fale sobre as diferenças de gostos de cada pessoa e que o melhor que podem fazer é colaborar, fazer um bom trabalho e ter uma atitude positiva para que todos vejam o quão valioso você é. Trata-se de fomentar a empatia e fazê-lo ver que o parceiro que fazia o grupo tinha que escolher poucas pessoas.

2. Para formar a autonomia da criança
Um ponto importante é enfatizar que seu filho não é o culpado por essa situação e que não há nada de errado em ser escolhido por último. Uma boa solução para isso pode ser que você incentive a autonomia deles para que eles peçam ao professor para ser o líder do grupo.

3. Gere interação entre seu filho e seus amigos
Outra boa solução é organizar dias em que os colegas de classe do seu filho se reúnam em sua casa para brincar ou conviver, de forma que possam compartilhar, se conhecer melhor e gerar inclusões dentro da sala de aula.

4. Fale com os professores
Se for uma situação recorrente, é imprescindível conversar com os professores a respeito, para que juntos gerem atividades de inclusão em sala de aula. Como jogos em que as equipes são aleatórias, funciona em duplas e trios, dando-lhe a oportunidade de liderar ou compartilhar atividades.

5. Atividades extracurriculares
Outra boa recomendação para fortalecer as habilidades sociais e de interação e aprender novas habilidades é matricular seus filhos em atividades extracurriculares, em algo que os atrai. Onde não se sintam pressionados no ambiente escolar.

A ideia é sempre destacar as melhores características das crianças e nunca os faça mudar para agradar os outros, fazer com que tenham sempre uma atitude positiva, mas também reivindicar injustiças sobre eles, gerar independência ao mesmo tempo que reforça as habilidades de interação.

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